A tendência das práticas ESG nas empresas | Venturus

A tendência das práticas ESG nas empresas

Práticas ESG (Environment, Social and Governance; Ambientais, Sociais e de Governança) tem se tornado cada vez mais importantes a negócios dos mais diversos setores. Isso se deve a uma mudança de comportamento de consumidores diante do posicionamento e ações de empresas.

Essas transformações são fruto de um novo olhar sobre a conduta de empresas atuais e de momentos históricos.

 

No dia 25 de março de 1911, um incêndio na indústria têxtil Triangle Shirtwaist Company, de Nova York, matou cerca de 130 mulheres que lutavam por condições melhores de trabalho. Esse evento, um dos mais emblemáticos do início da Revolução Industrial, culminou na criação do Dia Internacional da Mulher anos mais tarde.

Em 2001, executivos da “Enrom Company”, empresa de energia americana localizada no Texas, causaram um escândalo financeiro lembrado até hoje. Foram fraudes contábeis e uma dívida no valor de 13 bilhões de dólares. Tudo para que os executivos mantivessem seus bônus anuais atrelados aos números financeiros positivos. Esse evento trouxe uma grande mudança na governança das empresas.

No Brasil, também tivemos alguns casos conhecidos de impactos de grandes indústrias e empresas na sociedade. Basta lembrar, por exemplo, os rompimentos da barragem de Mariana, da Samarco Mineradora, em 2015. A tragédia causou 19 mortes e impactos incalculáveis na natureza. Também temos o caso da barragem de Brumadinho, da Vale, em 2019. Este causou 270 mortes e impactos sociais e ambientais muito profundos na região.

Todos esses casos são públicos e notórios. Minha intenção aqui não é difamar nenhuma dessas empresas, visto que muitas delas, inclusive, entraram com ações e políticas para evitar futuros problemas.

Mas, onde quero chegar, então?

Você pode até não entender essa lista de escândalos, mas, na verdade, todas elas têm um ponto em comum: como um consumidor comum pode ter certeza de que está comprando de uma empresa correta, que tem preocupações que vão além do lucro? Como ele sabe que uma empresa produziu de uma maneira ética e justa, sem agredir o meio ambiente e sem causar impactos sociais?

 

O comportamento do novo consumidor

Cada vez mais, os consumidores querem saber sobre a conduta das empresas. Já se foi o tempo em que somente qualidade e preço de um produto importavam na tomada de decisão.

O novo consumidor sabe que comprar um produto ou adquirir o serviço de uma empresa não correta é contribuir para que um círculo vicioso de más práticas e condutas continue a acontecer.

É por isso que hoje o termo ESG serve para englobar todas as práticas de uma empresa em environment, social e governance, ou seja, práticas ambientais, sociais e de governança.

 

Entendendo a sigla

O termo ESG surge em 2005, na iniciativa “Who Cares Wins” (“Ganha quem se importa”), da ONU, em parceria com algumas instituições financeiras. O Brasil, inclusive, esteve presente no encontro, que buscou critérios para incluir questões ambientais, sociais e de governança no mercado financeiro. O relatório do evento trouxe a conclusão de que essas preocupações contribuem para uma empresa ser mais sustentável e apresentar melhores resultados para a sociedade. Ou seja: quanto mais consciência ambiental e social, maior o crescimento empresarial.

As empresas podem trilhar diferentes jornadas ESG. Esse é um caminho que pode ser guiado pelo CFO, pelo RH, pelo marketing e outras áreas dentro da empresa — depende muito do momento e do tipo de negócio.

Aqui surge uma dúvida comum para empresas que começam a estudar o ESG para sua futura implementação: você pode ter práticas ESG, mesmo não sendo uma empresa de Capital Aberto com ações na bolsa? A resposta é SIM! Qualquer empresa pode ter ações ESG, mesmo sem ter ações na bolsa. O que acontece, na prática, é que as empresas de capital aberto puxaram esse movimento ESG.  

 

Práticas ESG não dependem de ações na bolsa de valores

Práticas ESG não dependem de ações na bolsa de valores

 

Obviamente, uma empresa com grandes emissões de CO2 pode ter uma preocupação muito maior em Environment do que uma que só utiliza capital humano.

Por outro lado, uma empresa que atue em áreas mais carentes pode ter a preocupação maior com o Social, tanto para formação de mão de obra quanto para o impacto na sociedade.

Uma empresa que prioriza licitações públicas vai dar mais atenção à questão de Governança, para manter seu compliance.

Ou seja: são inúmeras as variáveis e possibilidades. Obviamente que empresas com ações na bolsa estão se movimentando mais por ser um tema crescente na mesa dos conselhos e acionistas. Mas, conforme mencionamos anteriormente, TODA empresa pode aderir às práticas ESG.

 

Como ser uma empresa com práticas ESG?

Muitas empresas começam a jornada no ESG por meio de uma autodeclaração das ações ambientais, sociais e de governança. O próximo passo seria buscar uma auditoria externa ou outras auditorias especializadas em ESG para, aí sim, começar a verificação formal de uma certificação.

É importante destacar que não existe uma única certificação que defina uma empresa como ESG, mas uma variedade de certificações que atestam que determinada empresa segue práticas com esses princípios.

DICA: Certificações parciais em uma das três letras podem ser altamente benéficas, como uma ISO14001 para o “E”, por exemplo. Tudo isso depende da estratégia e do budget da empresa, obviamente.

Mas vale mencionar um ponto importante: para que uma empresa seja reconhecida por suas ações de ESG, ela precisa tratar de todas as letras (práticas ambientais, sociais e de governança) de forma conjunta. Ninguém vai ser ES, EG, ou SG, por exemplo!

Segundo o Relatório “Whats Next” de 2021, da Inova Consulting, ESG é uma das principais tendências de negócio para essa década. A COP26 da ONU, conferência mundial da ONU sobre o clima, ocorrida em Glasgow em 2021, também reforçou a importância da redução das emissões de carbono e a priorização do ESG no mundo.

 

Dicas de ações para os primeiros passos

Muitas empresas começam a adotar boas práticas de ESG muito antes de buscar qualquer reconhecimento externo. A seguir, vamos listar algumas ações que contribuem no início da jornada.

No aspecto ambiental, por exemplo, trata do desenvolvimento sustentável, bem como da preservação do meio ambiente, incluindo temas como:

  • Conservação da biodiversidade;
  • Desmatamento;
  • Eficiência energética;
  • Emissão de carbono;
  • Poluição de ar e água;
  • Resíduos sólidos.

Já o Social se preocupa com a relação da empresa com as pessoas envolvidas, como colaboradores, clientes e comunidades, no sentido de:

  • Diversidade da equipe;
  • Engajamento com funcionários;
  • Privacidade e proteção de dados sensíveis;
  • Respeito aos direitos humanos e trabalhistas.

Por fim, os aspectos de governança englobam a administração da empresa no que se refere a:

  • Combate à corrupção;
  • Composição do conselho administrativo;
  • Canal de denúncias;
  • Ética e moral corporativa;
  • Relação com governos, políticos e entidades governamentais;
  • Remuneração dos executivos.

 

Práticas ESG no Venturus

Uma empresa em conformidade com práticas ESG entende seus impactos negativos e positivos na sociedade e consegue agir sobre eles. A Analista de Pessoas e Cultura do Venturus, Michele Petsche, conta que aqui dentro já começamos essa jornada com práticas e políticas voltadas para o ESG.

Um exemplo é a parceria que nutrimos com a Flora Energia, empresa que oferece créditos para a conta de luz a partir de geração de energia fotovoltaica. Além de usarmos o serviço no Venturus, ele é oferecido como benefício aos nossos colaboradores, que podem economizar na fatura e incentivar fontes de energia renovável.

Essa é uma prática que vai de acordo com as questões de Environment, Social e Governance, já que ao mesmo tempo contribui com o meio ambiente e reduz o valor na fatura. Mas ela não é a única, veja mais algumas ações que fazemos por aqui:

Em Environment, contamos com práticas que diminuem nosso impacto negativo no meio ambiente:

  • Coleta seletiva e área para descarte de pilhas e baterias;
  • Torneiras com fechamento automático para reduzir o consumo de água;
  • Iluminação 100% em LED, com circuitos divididos por área;
  • Análise da qualidade da água e do ar;
  • Instalação de inversor de frequência nos equipamentos de ar-condicionado, visando redução do consumo de energia;
  • Piso superior com layout que proporciona iluminação natural;
  • Assinatura digital no lugar da impressão de documentos;

Na questão Social,  nossas iniciativas visam melhorar a qualidade de vida dos nossos colaboradores e da nossa comunidade local:

  • Comitê de diversidade;
  • Grupos de afinidade no Workplace;
  • Solidariza VNT — uma ação filantrópica para ajudar o Projeto Mobiliza Campinas Contra a Fome;
  • Ventureiros na Prática — uma ação para ajudar ONGs;
  • Doação de computadores para pessoas e ONGs, com o objetivo de contribuir com o aprendizado e a inclusão digital.

 

E na questão de Governança, adotamos práticas e políticas voltadas para a transparência na prestação de contas por parte de tomadores de decisão e estabelecimento de um ambiente de trabalho seguro e acolhedor:

  • Código de Ética e Conduta;
  • Portal de denúncias;
  • Live com o diretor e executivos em que são apresentados os resultados da organização mensalmente;
  • Processos de LGPD, F&A e auditorias;

 

A transformação digital como aliada

A transformação digital com certeza é um aliado fundamental para essa jornada, já que identifica os gaps e ações importantes a serem cumpridas dentro da empresa quando o assunto é conformidade com as práticas ESG. Aqui no nosso blog temos um artigo muito interessante a respeito.

E se transformação digital é uma dor, nada como o conhecimento para aliviar esse sofrimento!

Aqui no Venturus temos uma metodologia usada há anos, e em constante modernização, que já ajudou clientes e parceiros a encontrar o caminho correto na transformação digital.

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